Óleo de soja é usado em pesquisa científica sobre proteínas alergênicas

Estudo mostrou que óleo refinado de soja não necessita ser designado como alergênico.

Estudo mostrou que óleo refinado de soja não necessita ser designado como alergênico.

Óleo de soja é usado em pesquisa científica sobre proteínas alergênicas

Por: Daniel Popov

São Paulo, 15 de dezembro de 2017 - Processo industrial garante que até uma pessoa alérgica a soja pode consumir o óleo refinado. Anvisa avaliará exigência de informação sobre alergênicos no rótulo.

Uma antiga discussão sobre a capacidade do óleo de soja refinado gerar alergia, parece mais próximo do fim. Isso porque, uma pesquisa realizada no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), sobre o tema, demonstrou que o processo de refinamento do óleo de soja elimina a proteína alergênica a um nível não detectável. O trabalho foi enviado para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que voltou a repensar se seguirá tachando o produto como alérgico.

Com algumas amostras do óleo produzido na Algar Agro, o supervisor de qualidade e processos da empresa, produziu seu artigo científico para conclusão do curso de pós-graduação em controle de qualidade e processos alimentícios. O resultado, já era esperado e mostrou que o óleo refinado de soja não precisa ser designado como alérgico.

O trabalho foi apresentado também no Simpósio Latino Americano de Ciências de Alimentos (SLACA) e constata que o processo de refinamento elimina a proteína alergênica a um nível não detectável por método analítico imunoenzimático. “Isso significa que uma pessoa alérgica a soja pode consumir o óleo de soja refinado sem riscos para saúde. Essa isenção já existe nos países da União Europeia e nos Estados Unidos”, explica Bezerra.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que as empresas devem rotular os produtos derivados de soja, sem exceção. “Já existem outras pesquisas que comprovam esse mesmo argumento. Nosso estudo só vem reforçar a necessidade da revisão da rotulagem do produto de soja refinado”, afirmou ele.

Anvisa revê decisão sobre rótulos

Pela segunda vez, a Anvisa irá revisar a decisão de manter ou não o alerta sobre o produto ser derivado da soja e, portanto, alergênico. Algo parecido já aconteceu em maio deste ano, e, na época, a agência chegou a aprovar, que o óleo de soja altamente refinado não seria mais obrigado a se identificar como derivado de alergênicos. Mas dias depois revogou a decisão.

Segundo a Algar Agro, o estudo atual será protocolado junto a Anvisa pela Algar Agro, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O estudo será enviado até o dia 22 de dezembro de 2017 para a Anvisa, que não tem prazo para responder.

Procurada pela reportagem, a instituição confirmou em nota que realmente o óleo de soja ainda é considerado um derivado alergênico, ou seja, os produtos contendo óleo de soja devem conter as advertências de alergênicos exigida pela Resolução RDC nº 26/2015. Também confirmou que em maio, a Anvisa aprovou o parecer técnico favorável ao pedido de exclusão do óleo de soja da lista de alimentos alergênicos.

Entretanto, a resolução que aprovou este pedido foi revogada logo depois, uma vez a exclusão de qualquer ingrediente da declaração de alergênicos requer alteração da RDC. “Nesse sentido, informamos que a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, no dia 12, a proposta de iniciativa para revisão da Resolução RDC nº 26/2015. Entre os aperfeiçoamentos que serão discutidos, estão as regras e procedimentos para alteração da lista de ingredientes alergênicos, incluindo a exclusão ou não do óleo de soja”, finaliza a nota.


Fonte: Portal Klff

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